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Nutricionista desmistifica o consumo de café na Tardezinha do ET 

O café é muito mais do que energia para o trabalho; ele carrega afeto, memória e identidade cultural. Durante a 2ª Tardezinha do ET, realizada no Mirante do ET no último domingo (28/6), a nutricionista Tássia Cassimiro Vigato apresentou a palestra “Café, Cultura e Saúde: A Ciência por trás da nossa Paixão Nacional”. Mostrou dados científicos importantes sobre como a bebida age no organismo e como consumi-la de forma estratégica e sem culpa.

Abaixo, resumimos as informações mais úteis compartilhadas pela especialista, servidora da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS):

Os benefícios e o consumo seguro

O café é rico em compostos bioativos que reduzem o estresse oxidativo, melhoram a microbiota intestinal e modulam o metabolismo da glicose e lipídios.

Dose recomendada: O consumo de 3 a 4 xícaras por dia (limite de 400 mg de cafeína) é seguro e está associado à redução de diversas doenças crônicas.

Aliado do esporte: Ingerida 60 minutos antes do treino, a cafeína melhora a performance, aumentando a resistência muscular, a força de arranque e a potência dos saltos, com excelentes resultados em atividades aeróbicas.

Proteção cerebral: A cafeína bloqueia os receptores de adenosina (neurotransmissor do cansaço) , mantendo o corpo em alerta. Além disso, estudos apontam que ela pode reverter prejuízos na memória causados pela falta de sono.

Mitos e Verdades Desmistificados

Café causa hipertensão ou prejudica o estômago? Mito. Consumido com moderação, não causa esses problemas.

Café desidrata? Mito. Ele tem um leve efeito diurético, mas conta como ingestão de líquidos.

Pós-refeição “rouba” nutrientes? Verdade. Evite tomar café logo após as grandes refeições.

Grãos escuros têm mais cafeína? Mito. A torra escura reduz um pouco a cafeína; o sabor forte é que confunde o paladar.

Guia do Café Perfeito

Para aproveitar o máximo da bebida sem ativar a ansiedade ou prejudicar o descanso, Tássia Vigato aponta o “tempo ideal”:

Pela manhã: Evite tomar café antes das 9h. O ideal é esperar de 60 a 90 minutos após acordar para tomar a primeira xícara, respeitando o pico natural do cortisol (hormônio do alerta).